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Ponte Aérea nos Simuladores de Vôo

Paulo Marcelo Soares


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Variações do vôo SDU-CGH:

Decolagem da pista 02 no SDU:

Normalmente decolamos com referências visuais e cumprimos o perfil das RASA1 transição BOTOM, se a torre não nos impuser nenhuma restrição. Caso as condições meteorológicas impeçam a operação VFR, efetuaremos a subida RASA2 e interceptaremos a radial 275 de MRC para a transição BOTOM, mesmo não estando esta transição mostrada na carta Jeppesen. Isso é muito comum em se tratando de ATC. O mesmo ocorre na TMA de São Paulo, onde o controle geralmente autoriza a subida MOGI 2 ou 4 com transição Bragança, embora ela não exista na carta. Veja a figura abaixo. Após a decolagem inicialmente voamos com proa de PP. Ao passar 600 ft, curvamos a direita para interceptar o QDM 210 de IH. Os mínimos para a decolagem são 400 ft de teto e 900 m de visibilidade. O gradiente mínimo é de 5.3% até 2000 ft. Após 2000 ft passa a ser de 3.3%. A subida RASA 2 também pode no ser útil caso as condições meteorológicas estejam abaixo dos mínimos para a decolagem da cabeceira 20, desde que a componente de vento de cauda seja nula, pois não são permitidas operações de decolagem com vento de cauda no SDU para o F-100.

Veja na figura ao lado o perfil da subida. Note que realmente não está prevista a transição BOTOM, porém, o controle nos manda geralmente a seguinte autorização:

"Autorizada subida RASA 2 até interceptar a radial 275 de MRC. Após, proa de BOTOM"

Para essa SID selecionaremos os rádios da seguinte maneira:

NAV1 - 114.0 MRC Course 275
NAV2 - 114.0 MRC
ADF - 415 PP
ALT - 28000 pés (não fomos restritos pelo controle)
HDG - 016
Vertical Speed - 2000 ft/min
Speed - 200 KIAS

Logo após cruzar 600 ft, inicie a curva para a direita, para interceptar o QDM 210 para IH. Sintonize RASA (IH - 315) no ADF. A 1000 pés, recolha os flaps. O FS98 faz a curva com relativamente pouca inclinação. Se você fizer a curva exclusivamente no AP, ele não a terminará no QDM 210. Eu recomendaria fazer a curva com 30 graus de inclinação. Veja na figura abaixo o seu painel durante a curva para interceptar o QDM 210 de IH.



Ao interceptar o QDM 210, proceda da mesma maneira que nas outras subidas. Acelera para 250 KIAS se o ar estiver calmo, libere o aviso de atar cintos se não estiverem previstas turbulências, a fim de que as comissárias possam iniciar o serviço de bordo. Ao cruzar 5000 pés, ajuste o seu altímetro em QNE, recolha os faróis de pouso e efetue o After Takeoff Checklist. Para interceptarmos a radial 275 de MRC, ao cruzarmos a radial 285 deveremos iniciar a curva. Selecione proa 270 para garantir a interceptação, arme o VOR lock.



Veja na figura abaixo a sua situação em relação ao procedimento. Como eu havia falado anteriormente, não está prevista a transição BOTOM no perfil da RASA 2, porém, o controle nos manda interceptar a radial 275 para aproar BOTOM, portanto, eu coloquei nesta figura a radial 275 e o fixo BOTOM para facilitar a visualização. Após estabiliza-dos na proa de BOTOM, sintonize o NDB Santa Cruz (SCR - 255) e/ou o VOR SCR para podermos confirmar o fixo, caso percamos marcações DME de MRC. O resto da subida é exatamente como descrito na subida RASA 1



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