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EDITORIAL

Em busca do navaid perdido.
                   
              
Não adianta. Eu tentei, tentei, mas não arrumei nada de bonito para escrever nesse editorial. Sendo assim, eu vou contar uma piada. Ah, não reclamem! Afinal, eu já soube que em Brasília, uns malucos resolveram imprimir meus editoriais e vender como auto-ajuda. E nem me deram os direitos autorais. Hoje, eles desistem.
              1976. Os comandantes italianos Manoel e Joaquim...ah, tá bom, irlandeses! Bem, os comandantes estavam ao volante, digo, manche do moderno 747 recém adquirido pela Aer Lingus, que em gaélico quer dizer "Tamancos Aéreos Portug...anh, Irlandeses". Bem, estavam os dois garbosos e elegantes pilotos prontos para decolar a reluzente aeronave rumo a Nova York, em seu vou inaugural. Sob os flashes dos fotógrafos, o orgulhoso jumbo rugiu lentamente pela taxiway do aeroporto de Lisb...Dublin, Dublin!!! Bem, rugiu, neh? tava rugindo e rugindo continuou, até que, sob os aplausos da platéia, a gigantesca nave decolou da pista e ganhou os céus do mar do norte, naquela brumosa noite de poucas estrelas...
             No interior do quadrirreator, as pessoas confraternizavam e tomavam seu vinho do porto e comiam seu bacalhau, tudo tipicamente irlandês, como deve ser em uma Cia. irlandesa. As belas aeromoças, com seus lenços e aventais - verdes, é claro - serviam aos alegres passageiros. Apenas uma senhorita loura chorava na classe econômica, porque um engraçadinho havia lhe dito que só a  primeira classe ia para Nova York. As outras estavam indo para Miami e olhe lá...
              Bem, depois de quatro horas de viagem, os comandantes já estavam em contato com a torre de JFK, para dar início ao procedimento de pouso. Velocidade e taxa de descida controladas, flaps baixando...rodas abaixo, o pá!...e o monstro alado de metal dócilmente respondendo. Aos poucos a aeronave já estava pronta para o pouso. Alinhada com a pista, full flaps, motor reduzido, passageiros afivelados, aviso de não fume...o Cmdt cantava as ordens, o Co-piloto respondia, tudo perfeito, tudo certo, pista chegando, motores em idle e então: o toque! suave, uma pluma de centenas de toneladas tocava o solo americano...
              E, não mais que de repente, o drama: A pista!!! estava acabando!!! reverso no máximo, freios queimando, spoilers, flaps, cowl flaps, todo o tipo de flap baixo, ailerons, canards, o diabo! e os comandantes trincando os dentes, se segurando na cadeira, empurrando o chao com os pés, até que, nos últimos centimetros da pista, o magnífico engenho voador parou, no meio de uma densa fumaça de borracha queimada...
              O cmdt Manoel, após alguns segundos para se recompor, virou-se para o copila Joaquim, e lívido de raiva, pegou o microfone e gritou com o controle de solo:
- SEUS AMERICANOS MALUCOS!!! Que raio de pista curtíssima é essa  que voces constroem para pousar um jumbo desse tamanho????????
         Ao que o copiloto redargüiu no outro microfone, completando:
- E PRA QUÊ O DIABO DESTA LARGURA TODA???????

Bem, a piada fez sucesso no ENAV...
Mas, de qualquer forma, o que a piada tem a haver com o título do editorial? Na verdade nada...é que eu achei esse título bonito...

Novembro/99
Ano II - nº 20


NOTAM

Promoções em
setembro/99:

  Novo 1st Of Sr
  - 1Of Boccalato
  - 1Of C.Alves

  Novos Cmdt
  - 1OS Coutinho
  - 1OS M.Silva

 
Novo Cmdts Pl
  - Cmd Adaime
  - Cmd Gutierres

  Novos Cmdts Sr
  - CPl Van Laer
  - CPl Bellini
  - CPl Grille
  - CPl Ferreira
  - CPl Avinho


Horas  voadas pela
   Cia. até  o mês de   outubro/99:

18325

Prazo Limite para o envio dos logbooks de novembro/99:

30/11 até as 16h


Revista NaRede!

Editor Responsável: MarcosVP

 

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