
EDITORIAL
Um pássaro chamado objetivo.
Quando
uma pessoa decide que vai alcançar um objetivo, normalmente ela, em primeiro lugar, conta
para outra. Nessa hora, ela costuma desistir pela primeira vez, quando percebe que a
maioria das outras pessoas, comumente pensa que não conseguiremos. A gente acaba pensando
assim também e acreditando que não somos capazes.
Se
esta pessoa consegue não ligar para isso, e resolve buscar seu objetivo mesmo assim, a
segunda desistência vem quando percebemos que nem tudo é tão fácil quanto
imaginávamos. Mas, nosso herói resolveu aprender o que lhe faltava, arregaçou as
mangas, e a despeito de tudo e de todos, seguiu em frente.
A
terceira desistência ocorre quando as dificuldades minam nossa paciência. Se não
minaram nosso talento, a paciência é uma matéria mais frágil em nossa psiquê. Nem
sempre o êxito chega cedo. Entretanto, ele foi a frente e a prática o ensinou a ser
paciente. E ele alcançou o sucesso.
Nessa
hora, acontece uma coisa interessante: muitos, justamente ao alcançar seu objetivo,
desistem, pela última vez. Isso ocorre sempre. E isso pode ser muito ruim. Ou muito bom.
Muitos agarram-se a este sucesso, como se fosse sua definitiva conquista. Passam a viver
dele, para ele. E desistem de viver como viveram: lutando. Aprendendo e errando. Estes,
mal sabem, que o sucesso é irmão gêmeo do fracasso. Um fracasso pode ser um sucesso mal
interpretado. E um sucesso, quando mostra o peso de sua responsabilidade aos homens,
costuma derrubá-los muitas vezes, para os abismos profundos da arrogância e da
decadência.
Entretanto, existe aquele que desiste porque sabe que um sucesso, tem vida própria. É
como um pássaro. Podemos passar a vida inteira buscando-o, perseguindo-o, até que um
dia, o agarramos e o colocamos em uma gaiola. E então, percebemos que um pássaro
engaiolado, é apenas um cruel reflexo de nosso objetivo. Ele não consegue, em sua
fragilidade, sintetizar e representar a quantidade de esforço dispendido para
alcançá-lo. Torna-se, por vezes, até ridículo.
Neste
momento, alguns tomam a consciência de que, mais importante e mais glorioso que o
próprio objetivo, é a estrada, o caminho e o tempo que leva a ele. O objetivo não é o
sucesso. É toda a sua conquista. A bandeirada é apenas um mísero ritual que não diz o
que são as duas horas de corrida. E quando as pessoas chegam a esta conclusão, costumam
libertar seu pássaro. Ele já fez sua parte.
Os 18 meses
à frente da Ceaero, me ensinaram muita coisa. E agora, ao alcançar o objetivo que desde
o início estava na minha cabeça, quando da criação da página, - torná-la uma grande
Cia. tendo partido de uma Cia. pequena - eu vejo que minha maior dúvida na época,
se dissipa: - o que eu vou fazer quando tiver alcançado meus objetivos com a Cia?
Hoje, a Cia. já
me deu provas que está mais do que viva. E que, mesmo que um dia seja sem mim, terá seus
próprios objetivos e vai trilhar seu caminho para alcançá-los. Hoje, ao alcançar o
topo da montanha, vejo que a descida pode ser tão prazerosa como foi a escalada. Haverá
sempre um objetivo voando como um pássaro à frente de meus olhos.
Começo novamente a
perseguí-lo.
|
|
Setembro/99
Ano II - nº 18
NOTAM
Promoções em
agosto/99:
Novos 1st Of Sr
- 1Of Morano
- 1Of Montanari
- 1Of Benvenuto
- 1Of C.Filho
- 1Of Carneiro
- 1Of J.Vianna
- 1Of Morgado
- 1Of Adaime
- 1Of Mesquita
- 1Of S.Pereira
- 1Of Ferreira
- 1Of P.Júnior
Novos Cmdt
- 1OS Martini
- 1OS Blauth
- 1OS Rocha
Novos Cmdts Pl
- Cmd Leite
- Cmd Moleiro
- Cmd J.Teixeira
- Cmd Gamba
- Cmd J.Carvalho
Novos Cmdts Sr
- CPl Dias
- CPl Marinheiro
- CPl Mike
- CPl Fazzio
Novo Cmdt Soc
- CSr Schweitzer
Horas voadas
pela
Cia. até o mês de junho/99:
Prazo
Limite para o envio dos logbooks de setembro/99:
01/10 até as 16h
Revista NaRede!
Editor Responsável: MarcosVP
|