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Maio/99
Ano II - nº 14


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EDITORIAL

O Mercado Virtual.
                    Uma da minhas maiores ilusões quanto à internet, foi pensar que a rede era um lugar onde se praticava e se exercitava a gentileza, a diplomacia e a boa educação. Verifiquei contudo, após diversos incidentes, que a rede nada mais é que um microcosmo do mundo real, onde o que se exercita mesmo, é o mesmo tipo de relacionamento difícil que as pessoas têm no mundo real.
                     Existe na rede, porém, uma curiosa forma de pensar em relação a certos tipos de instituições do mundo real. O mercado é uma delas. As pessoas que fazem parte de nossa comunidade simuleteira tem reações estranhas - e até divertidas - quando postas em contato com o mercado virtual.
                      Ora, somos consumidores desde que nascemos. Na rede, não seria diferente e entre os simuleteiros, menos ainda. Consumimos o Flight Simulator, seus add-ons de toda espécie, e todo tipo de serviços, desde cursos e tutoriais até VAs, que SÃO efetivamente um serviço que alguém presta a outrem, apesar de votos em contrário. Mas, entrar em contato com essa realidade não parece estar sendo muito fácil para os simuleteiros, principalmente para os mais antigos.
                      Essa dificuldade aparece principalmente em dois momentos: primeiro, no clima de competição que existe entre as VAs e as listas de discussão. Vejam, competição não é concorrência: é a concorrência sem sentido, sem lógica, a implicância. Hoje, há mercado para uma lista mais livre, mais divertida, mais leve, e para uma lista mais séria, mais regrada, mais técnica. E há até espaço para as listas particulares de VAs. Uma não interferiria na outra, se não houvesse sempre a figura do leva-e-trás, que gera a intriga e a discórdia. Da mesma forma ocorre com as VAs. E de forma ainda mais gozada: os presidentes das maiores VAs do país são conhecidos, colegas e ainda se estranham, de vez em quando, quando um resolve "entrar" no mercado do outro. Ora, concorrência é livre e quanto mais, melhor. É a única certeza de que os produtos vão estar sempre melhorando e se desenvolvendo.
                      Outra característica completamente estranha entre os simuleteiros, é a paranóia contra quem cobra por serviços virtuais. Ninguém acha direito que uma pessoa produza qualquer coisa, de artesanato a automóveis e não receba a justa remuneração por isso. Por que, na rede, as pessoas que querem cobrar pelos seus serviços, que às vezes são fruto de muito estudo, dedicação e esforco, são olhadas, na melhor das hipóteses, como imorais? a frase padrão é: "não pague por nada na rede, pois sempre haverá alguem que faça de graça".
                    Quem faz de graça, nem sempre o faz por diletantismo ou altruísmo. Faz por vergonha de cobrar. Vergonhoso, entretanto, é termos em nossos quadros, gente como o Alcides e o Cronemberger, (entre muitos outros exemplos) que fizeram e fazem cenários fantásticos - e gratuitos - não poderem cobrar pelo que fazem. No momento que pudessem fazê-lo, garanto que seus ótimos trabalhos seriam ainda melhores e as críticas que recebem de inúmeras pessoas, seriam infinitamente menos injustas. E vergonhoso também é saber que, mesmo que ambos cobrassem pelos seus cenários, pouco receberiam: sempre haverá alguém para copiar de graça para os amigos.
                     Não digo que eu - e nós da Ceaero em geral - sejamos diferentes ou melhores. Receber tudo de graça é muito confortável. Mas, o que hoje é confortável, pode mudar de nome amanhã.
                     E se tornar inviável.
                     O mercado, incluindo o virtual,  não é desonesto nem prejudicial. Mas a postura que temos em relação a ele, isso sim, o é.

 


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NOTAM

Promoções em
abril/99:

  Novos 1st Of Sr
  - 1Of Holtz
  - 1Of Gutierres
  - 1Of Van Laer
  - 1Of Mike
  - 1Of Homero
  - 1Of M.Carvalho
 
  Novo Cmdt
  - 1OS Brum

  Novos Cmdts Pl
  - Cmd Alírio
  - Cmd Saraiva
  - Cmd Ronald
  - Cmd Ramires
  - Cmd Greca

  Novos Cmdts Sr
  - CPl Leal
  - CPl Feitosa
  - CPl Loureiro
  - CPl Rogério


Prazo Limite para o envio dos logbooks de Maio/99:

31/05 até as 16h


Revista NaRede!

Editor Responsável: MarcosVP

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