
EDITORIAL
O Mercado Virtual.
Uma da minhas maiores ilusões quanto à internet, foi pensar que a rede era um lugar onde
se praticava e se exercitava a gentileza, a diplomacia e a boa educação. Verifiquei
contudo, após diversos incidentes, que a rede nada mais é que um microcosmo do mundo
real, onde o que se exercita mesmo, é o mesmo tipo de relacionamento difícil que as
pessoas têm no mundo real.
Existe na rede, porém, uma curiosa forma de pensar em relação a certos tipos de
instituições do mundo real. O mercado é uma delas. As pessoas que fazem parte de nossa
comunidade simuleteira tem reações estranhas - e até divertidas - quando postas em
contato com o mercado virtual.
Ora, somos consumidores desde que nascemos. Na rede, não seria diferente e entre os
simuleteiros, menos ainda. Consumimos o Flight Simulator, seus add-ons de toda espécie, e
todo tipo de serviços, desde cursos e tutoriais até VAs, que SÃO efetivamente um
serviço que alguém presta a outrem, apesar de votos em contrário. Mas, entrar em
contato com essa realidade não parece estar sendo muito fácil para os simuleteiros,
principalmente para os mais antigos.
Essa dificuldade aparece principalmente em dois momentos: primeiro, no clima de
competição que existe entre as VAs e as listas de discussão. Vejam, competição não
é concorrência: é a concorrência sem sentido, sem lógica, a implicância. Hoje, há
mercado para uma lista mais livre, mais divertida, mais leve, e para uma lista mais
séria, mais regrada, mais técnica. E há até espaço para as listas particulares de
VAs. Uma não interferiria na outra, se não houvesse sempre a figura do leva-e-trás, que
gera a intriga e a discórdia. Da mesma forma ocorre com as VAs. E de forma ainda mais
gozada: os presidentes das maiores VAs do país são conhecidos, colegas e ainda se
estranham, de vez em quando, quando um resolve "entrar" no mercado do outro.
Ora, concorrência é livre e quanto mais, melhor. É a única certeza de que os produtos
vão estar sempre melhorando e se desenvolvendo.
Outra característica completamente estranha entre os simuleteiros, é a paranóia contra
quem cobra por serviços virtuais. Ninguém acha direito que uma pessoa produza qualquer
coisa, de artesanato a automóveis e não receba a justa remuneração por isso. Por que,
na rede, as pessoas que querem cobrar pelos seus serviços, que às vezes são fruto de
muito estudo, dedicação e esforco, são olhadas, na melhor das hipóteses, como imorais?
a frase padrão é: "não pague por nada na rede, pois sempre haverá alguem que
faça de graça".
Quem faz de graça, nem sempre o faz por diletantismo ou altruísmo. Faz por vergonha de
cobrar. Vergonhoso, entretanto, é termos em nossos quadros, gente como o Alcides e o
Cronemberger, (entre muitos outros exemplos) que fizeram e fazem cenários fantásticos -
e gratuitos - não poderem cobrar pelo que fazem. No momento que pudessem fazê-lo,
garanto que seus ótimos trabalhos seriam ainda melhores e as críticas que recebem de
inúmeras pessoas, seriam infinitamente menos injustas. E vergonhoso também é saber que,
mesmo que ambos cobrassem pelos seus cenários, pouco receberiam: sempre haverá alguém
para copiar de graça para os amigos.
Não digo que eu - e nós da Ceaero em geral - sejamos diferentes ou melhores. Receber
tudo de graça é muito confortável. Mas, o que hoje é confortável, pode mudar de nome
amanhã.
E se tornar inviável.
O mercado, incluindo o virtual, não é desonesto nem prejudicial. Mas a postura que
temos em relação a ele, isso sim, o é.
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NOTAM
Promoções em
abril/99:
Novos 1st Of Sr
- 1Of Holtz
- 1Of Gutierres
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- 1Of Mike
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- 1Of M.Carvalho
Novo Cmdt
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Novos Cmdts Pl
- Cmd Alírio
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- Cmd Ronald
- Cmd Ramires
- Cmd Greca
Novos Cmdts Sr
- CPl Leal
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- CPl Loureiro
- CPl Rogério
Prazo Limite para o
envio dos logbooks de Maio/99:
31/05 até as 16h
Revista NaRede!
Editor Responsável: MarcosVP
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